Rio cria normas para prática coletiva de stand up paddle após incidente no Leme cami, 24 de Junho, 202524 de Junho, 2025 A Secretaria Municipal de Esportes criou e publicou normas para a prática coletiva de stand up paddle na orla das praias do Rio. A medida acontece após um incidente que deixou mais de 100 pessoas à deriva na Praia do Leme, na Zona Sul, no fim de semana. As regras para a atividade foram publicadas nesta terça-feira (24), no Diário Oficial do município. As normas estabelecem que as atividades coletivas do stand up paddle sejam dadas por instrutores que têm alvará válidos e expedidos pela Prefeitura do Rio. O grupo não pode ter mais de 25 pranchas/praticantes, sem considerar as pranchas de apoio/instrutor. A proporção deve ser de um apoio/instrutor para cada cinco pranchas/praticantes. A medida define também que o apoio precisa estar devidamente uniformizado para fácil visualização dos praticantes e da fiscalização. Equipamentos de segurança obrigatórios devem ser disponibilizados, como coletes salva-vidas homologados pela Marinha do Brasil para cada usuários; kit de primeiros socorros para pequenos ferimentos; binóculo ou monóculo para acompanhamento em terra; e, no mínimo, um par de rádios comunicadores a prova d’água para contato entre o ponto de apoio na areia e o instrutor no mar. Além disso, a partir de agora, passa a ser obrigatório o uso do strap (cordinha) na prancha, bem como os instrutores acompanharem e seguirem os alertas de condições climáticas emitidos pela Marinha e outros órgãos competentes. As regras da secretaria consideram a necessidade da criação de protocolos de segurança para os praticantes e para respeitar as condições climáticas. Entenda o caso – No último sábado (21), um grupo de mais de 100 pessoas que praticava stand-up paddle na Praia do Leme não conseguiu retornar à orla, devido as fortes rajadas de vento que passaram pelo mar no momento da atividade. Do grupo, 73 precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros. Os guarda-vidas recorreram a embarcações e helicópteros do Grupamento de Operações Aéreas para salvar os praticantes e pelo menos oito precisaram receber atendimento médico no local. Por conta do incidente, a Secretaria Municipal de Esportes informou, nesta segunda-feira (23), que vai cassar o alvará da empresa envolvida. A SUP Copa, que acumula mais de 100 mil seguidores em uma rede social, afirmou que não havia previsão de vento forte para a manhã do episódio, segundo os principais institutos meteorológicos. “O que aconteceu foi uma rajada de vento inesperada que acabou arrastando muitos praticantes para longe da costa”, explicou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Stand Up Paddle Nascer do Sol Copacabana (@supcopa) A empresa disse ainda que todos os clientes usavam coletes salva-vidas homologados pela Marinha e havia um bote de apoio com salva-vidas acompanhando a atividade. “Mesmo com toda a estrutura e planejamento, não foi possível alcançar todas as pessoas a tempo. Acidentes fazem parte de qualquer esporte e não devem desmerecer quem trabalha com profissionalismo e compromisso”. Uma determinação da pasta e da Subprefeitura da Zona Sul chegou a fechar outros estabelecimentos que oferecem as atividades nas praias, nesta segunda-feira, e a previsão era de interrupção por sete dias. Entretanto, a medida foi revogada, mas a prefeitura alertou que professores e responsáveis pela atividade terão que seguir as novas diretrizes da secretaria. As informações são do ODIA. Notícias Rio de Janeiro