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Mangueira anuncia sambas-enredo que seguem na disputa para o Carnaval 2026

Mangueira anuncia sambas-enredo que seguem na disputa para o Carnaval 2026

cami, 21 de Agosto, 202521 de Agosto, 2025

A Estação Primeira de Mangueira divulgou os sambas-enredo do Amapá que avançaram na disputa por uma vaga na semifinal do concurso da verde e rosa. A competição vai escolher o hino oficial que a escola levará para a avenida no Carnaval de 2026, no Rio de Janeiro (os sambas-enredo estão no final da reportagem).

As obras foram inspiradas no enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”. Para desenvolver as composições, os autores amapaenses participaram de oficinas e encontros de orientação promovidos pela própria Mangueira. Os sambas já estão disponíveis no YouTube, permitindo que a comunidade conheça as criações e torça por seus favoritos. As próximas fases da disputa ocorrerão em Macapá e também no Rio de Janeiro.

No Rio, a etapa contará com sambas compostos por diferentes parcerias ligadas à comunidade mangueirense. As obras são apresentadas nas tradicionais eliminatórias realizadas na quadra da escola, reunindo torcedores e integrantes das alas. Nessa fase, a disputa costuma ser ainda mais acirrada, já que cada samba busca conquistar não apenas os jurados, mas também a emoção da torcida.

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  • Sambas-enredo classificados no Amapá:
  • Sambas-enredo classificados no Rio de Janeiro:

Sambas-enredo classificados no Amapá:

Acompanhe os sambas com as letras.

Samba 100 – Carlos Peru e Parceria
Compositores: Graça Senna, João Ataíde e Carlos Peru.

O surdo um da Mangueira,
Se faz presente no norte do Brasil!
Mestre Sacaca, a entidade está aqui (diz aí)
É a Amazônia Negra na Sapucaí!

Vem, no ritual do turé, meu irmão,
Que a mata canta em consagração.
O saber do caboclo é poesia,
Encantaria, cura e devoção.
Vou na linha Caripuna,
Palikur, Wajāpi, lahen já está pronta pra servir o caxixi.
Segue a viagem entre mitos e emoções,
Na correnteza dos ríos, deixa as águas me levar.
Buscar memórias negras
E as mulheres do lugar,
Experiências vividas no meio dos castanhais.

Ó, Ó, Ó, Sacaca, és a magia da floresta.
A Mangueira faz a festa,
Com a cultura do Amapá

Eita! É pra curtir,
As histórias envolventes
Do Oiapoque ao Jari!
Ewê, Ewê, E okearő!
Ó xamã babalaô!
Vim pra te exaltar.
Pelas garrafadas das ervas que curam
E a mandinga do seu patuá.
Vou no chamado que me guia, pra dançar o çairê,
Tocador dobra essa caixa, faz o breque eu e você

Corre, nego! Pega, nego!
Vem pro toque do tambor,
Na gira do Marabaixo,
Que o Divino abençoou!

É carnaval
Salve o eterno rei Momo tucujú
Guardião da sagrada bandeira,
Mastro das raízes ancestrais.
Entre tranças, nagôs e os cocais
A personalidade brasileira,
Enredo da Estação Primeira.

Samba 101 – Helen Veras e Parceria
Compositores: Helen Veras de Meneses Filho e Sebrin

A floresta possui segredos somente os sábios curandeiros
Conhecem o milagre
da rica biodiversidade
A arte ancestral
o poder espiritual

Ao som das flautas de Bambú
A verde e rosa se pinta de jenipapo e urucum
O Pakará tem maracá – gengibirra e caxiri pra embriagar
Tawari pra viajar
o Turé vai começar

Das aguas do Uaçá, Jari, Curipi – a ternura Caripuna, e Galibi
A fé abre os caminhos pra mergulhar nos mitos afro-ribeirinhos do Amapá
Magia e encantaria de engarrafar a floresta

Curandeiro defuma a Sapucaí
Mestre Sacaca – Xamā Babalaô……..ô
Guardião da Amazônia Negra
Canta Estação Primeira

Da macacauba – o som faz ecoar
A música dos ancestrais
O marabaixo reuni a comunidade afro-amapaense para dançar

Bate caixa estremece o chão em Mazagão velho a festa de São Thiago
A força da cultura da favela e do laguinho
Salve a santíssima trindade e o divino

O Senhor da floresta que partiu pra ficar
Na alma do povo Tucuju
Virou Amapazeiro encantado
Gigante como o Tumucumaque
imortal como o samba
que lá do alto o morro canta

Sou Verde e Rosa
Sou a Estação Primeira
Eu nasci pra ser Mangueira

Samba 102 – Inês Vale e Parceria
Compositores: Sandra Lima, Inês Ramos e Taty Maramaldo

Ô tô tô tô, ô é xamã babalaô
Ô tô tô tô, ô é sacaca curandeiro
Ô tô tô, ô é o Amapá nessa avenida outra vez

Ô ô, na mata ecoa o tambor
É sacaca quem chegou, com saber de raízes. (bis)

Mangueira chegou
Firmando o ponto com xamã babalaô
Mangueira chegou, berço do samba
Sou xamã babalaô

Estou no turé
Bailando com a samaúma centenária
Vai um gole aí?
Na minha cuia do meu próprio caxixi

Ô ô, na mata ecoa o tambor
É sacaca quem chegou, com saber de raízes. (bis)

Quem benzeu a reza foi o doutor da floresta,
Tirando do seu povo lindo todo tipo de moléstia
Tinha ciência e samba no pé.
Rei Momo, fantasia e muita fé.

Ô tô tô tô, ô é xamã babalaô
Ô tô tô tô, ô é sacaca curandeiro
Ô tô tô, ô é o Amapá nessa avenida outra vez (bis)

É a Estação Primeira cantando a ciência caseira
É com a gengibirra que me sinto forte
Porque eu sou do Norte
Me traz a gengibirra que me sinto forte
Porque eu sou do Norte

Rosa branca açucena lê lê, case com a moça morena lê lê
Roda a saia açucena lê lê, roda a saia açucena…

No açaí corre o sangue dessa terra tucuju
Subindo os Sumanos, o rio Curiaú
Benzidos e felizes da marabaixeira (bis)
Saravá pro verde e o boto rosa na Mangueira!

Ô ô, na mata ecoa o tambor
É sacaca quem chegou, com saber de raízes (bis)

Samba 103 – Verônica dos Tambores e Parceria
Compositores: Verônica dos Tambores e parceria

Sacaca, escutei uma voz.
Era você. No meio de nós,
eu sou Mangueira. Na magia da floresta
a sabedoria que respeita a terra.
O vento sopra, o transe do pajé rompe a meia-noite.
É ritual. Ture, fumaça de tawari.
O xamã Babalaô, num gole de kaxixi, encantos revelou.
Maré me leva nas águas do Curipi,
de quem sempre esteve aqui: Waiapis e Caripunas pelo Jari, esperança em cada olhar.
Ribeirinho nunca deixa de sonhar entre os furos e buritis.

Risca o amapazeiro, põe a seiva na cachaça.
Cura o corpo, curandeiro. Benzedeira cura a alma!
Preto-velho “engarrafou” riquezas naturais.
“Caboco”, não se esqueça dos saberes ancestrais!

Bebericando gengibirra com o mestre,
“Mar abaixo”, “mar acima”, a gente segue.
Saia florida, “Sá Dona”, no Curiaú,
a fé “encruza” no “Em Canto” Tucujú.

“É de manhã, é de madrugada”,
“É de manhã, é de madrugada”,
couro de sucurijú no batuque envolvente.
Quilombola da Amazônia jamais se rende!

Eu vi… em cada oração, o corpo arrepiar,
bandeiras vibrando à luz do luar.
Tambores se encontram cantando em louvor.
Senti os sabores, aromas e cores
nas mãos que moldam nossos valores.
“Meu preto”, da mata és o griô!

Ajuremou, deixa a Juremar.
O samba é verde e rosa e guia meu caminhar.
Ajuremou, deixa Ajuremar.
Cuidado, chegou Mangueira, na ginga do Amapá.

Samba 104 – Higo Moreira e Parceria
Compositores: Higo Moreira e parceria

CUTI TOCOU, A TERRA BALANÇOU
SEU TRANSE AINDA NÃO FINDOU
É DO TURÉ QUE VEM A ENERGIA
ONDE O PAÍS INICIA
VERDE-BANDEIRA FEITO FOLHA DE AMAPÁ
EM TERRA PRETA SE COLHE O QUE PLANTA
MADEIRA DURA QUAL JEQUITIBÁ
“ÊTA NEGRO MOLEQUE”, FILHO DO CURIPI
VIAJA EM ÁGUA DOCE NA FUMAÇA TAWARI
PAJÉ DESSE SOLO, MÃE GENTIL
CAÁ-PORÉ, PALIKÁ, BRASIL

Ê SUMANO MANDINGUEIRO
DO POVO TUCUJU
GARRAFADA DE ANDIROBA
GALHO DE SUCURIJU
SÓ QUEM VÊ O AMAZONAS
TEM ESSE JEITO DE SER
SARAVÁ, VOVÔ RAIMUNDO
PELE COR-DE-KUMATÊ

É ANCESTRAL A SABEDORIA NATURAL
AMAZÔNIA ENCANTADA
MENESTREL DA FÉ
EM MAR-ABAIXO, A FORÇA RIBEIRINHA
NO GIRO DA SAIA, NO ÇAIRÉ
EM FESTA DE MOMO
ME LEMBRO DO MORRO
VIRANDO NA CAIXA, FIRMANDO NO CHÃO
MADRINHA DE TANTAS FAVELAS
SE FEZ POESIA EM MEU BARRACÃO
MANGUEIRA… TEU CENÁRIO SÃO OS VERSOS
QUE CONTAM HISTÓRIAS DE TANTOS BRASIS
SAMAUMEIRA! ESTAÇÃO PRIMEIRA!
A MATRIARCA DE VASTA RAIZ!

Ê XAMÃ BABALAÔ, Ê XAMÃ BABALAÔ
LUTAR PELA FLORESTA É LEGÍTIMA DEFESA
SACACA, O DOUTOR DA TRADIÇÃO
MENSAGEIRO GUARDIÃO DA NEGRA NATUREZA

Samba 105 – Francisco Lino e Parceria
Compositores: Francisco Lino e parceria

Turé…
Quem invocou o ritual?
Eu trago a força ancestral
Do Povo da floresta
Banzeiro de memórias
Navegam as histórias
Onde meu país começa
Remei, Remei a maré me levou
Pra revelar o que não vês a olho nu
Todo encanto Tucuju

Tem mandinga verde-rosa
Na Estação Primeira
Mangueira vem sambar
Benzi tua bandeira
Nesse Rio caudaloso de fé
Desce o morro banhada de axé

Contra todo o mal tem garrafada
Ervas e Flores pra dores curar
Tiro quebranto nas mãos sagradas
Lição de Preto Velho, Saravá!
Xamã, Doutor, Guardião, Babalaô
Saberes vibrando no tambor
Tem Marabaixo no “Encontro” ao luar…
Encantado folião na passarela
Coroado Rei do Laguinho à Favela

Mangueira chamou: “Sacaca!”
Minha voz ecoou na mata!
O meio do mundo é a nossa aldeia
Incorporou! A Amazônia é negra!

Sambas-enredo classificados no Rio de Janeiro:

Samba 01 – Dulce Santos e Parceria
Compositores: Dulce Santos, Jaque Guedes, Patrícia Mendanha, Maria Lúcia e Gustavo Louzada

NO OIAPOQUE A HISTÓRIA COMEÇOU
TÃO FORTE, RAIZ BRASILEIRA
MEU SAMBA HOJE EVOCA ANCESTRAIS
NOS RITUAIS FLORESCE MANGUEIRA
PELOS OLHOS DO PAJÉ MISTÉRIOS EU VEJO
ENCANTADOS NO TURÉ, TAWARI NO AR
SOPRA O CUTI E O CAXIXI ME FAZ DELIRAR
DOUTOR DA FLORESTA, NEGRO PROTETOR
MESTRE SACACA DA MATA OKÊ ARÔ
MESTRE DA MATA SACACA OKÊ ARÔ

O SEGREDO REVELADO, QUILOMBOS E AXÉS
AO SABOR DE IGARAPÉS SERPENTEIA
JOGA A REDE PESCADOR, TANTA LENDA DO AMAPÁ
DESAGOU NO RIOMAR, MARÉ CHEIA

PRETO VELHO MACEROU
É MANDINGA, SARAVÁ
VEM DE LÁ O PODER DA CURA
DO TRONCO SE FAZ TAMBOR
O FOGO ENCONTRA O TOM
NA PELE E NO SOM, MISTURA
E ASSIM (ÇAI ERÊ)
O BATUQUE INCORPORA EM MIM (VOMINÊ)
SEGUI MARABAIXO, ROUBEI UM POEMA (PRA CANTAR)
NA GIRA DO TEMPO SEM FIM
DE SAIA RODADA FLORIU AÇUCENA
NO TOQUE DO MEU TAMBORIM
SOU LAGUINHO, SOU FAVELA
A AFRICANIDADE REVERBERA
RESPEITA O MEU TAMBORIM
SOU MANGUEIRA, SOU FAVELA
A AFRICANIDADE REVERBERA

NA ESTAÇÃO PRIMEIRA DO CURIAÚ
É VERDE E ROSA O ENCANTO TUCUJU
A AMAZÔNIA NEGRA SE ENRAIZOU
NAS MÃOS SAGRADAS DO XAMÃ BABALAÔ

Samba 02 – Beto Savana e Parceria
Compositores: Beto Savanna, Rodrigo Pinho, Wilson Mineiro, Daniel Paixão, Jonathan Tenório e Grassano.

Vibra no Turé!
Alastra esse transe, convoca o Pajé
Ouço flautas de madeira
Ouço sons da natureza
O encanto Tucuju se vestiu em verde e rosa
Amazônica miragem que evoca o Xamã Babalaô
O Xamã Babalaô…
Navega em Curipi, flutua em Jari
Mãe D´água é quem guia e conduz os caminhos
Jangada leva, balanço que nem maré
Palafitas no Igarapé (ôôô)
À margem do ribeirinho

REZA PRA BENZER, Ô, REZA PRA BENZER
REZA PRA BENZER, Ô, REZA PRA BENZER
FOLHA, CIPÓ E RAIZ DE JUCÁ
A FLORESTA É TEMPLO, É ALTAR
PRETO VELHO ENSINA A CURAR

Êêêê meu tambor Marabaixo na gira
Ancestral macumbaria esquenta o couro no Sairé
Bandaia vira, menina que a saia enfeitiça
Batuqueiro firma a missa independente da Fé
Traz seu axé…
Mas ele é, o tacape que insiste em ser farol
Ele é, o espelho de vovó
Do Norte, feiticeiro, a raiz do amapazeiro
A cabaça do terreiro, a semente e o pilão
É o guardião da Amazônia empretecida
Da favela mais querida
Onde o céu encontra o chão

SARAVÁ XAMÃ BABALAÔ
SARAVÁ XAMÃ BABALAÔ
ÔÔÔÔÔÔÔ

DO MORRO DA MANGUEIRA, O QUILOMBO DE SACACA
CHAMA O POVO DA MATA, TODA GENTE DO AMAPÁ
A NEGRURA NÃO SE ESCONDE NA FUMAÇA
FAZ DO PALÁCIO DO SAMBA, SEU CAZUÁ

Samba 03 – Américo Tucuju e Parceria
Compositores: Américo Tucuju e Ademir Ribeiro

Xamã pajé, uniu as tribos tucujus
Em uma só fé
No banho encantado do Igarapé
Com marabaixo toré e Sairé
Roda a saia feita de mururé
No transe do rito o corpo bailar
Xamã nos convida a transcender, sonhar
No batuque ancestral de força e fé
Se transforma num rei de Ossaim-Eté

Tiririca, Obi, Mariangombê, Sacaca
Chá de ervas mistura bebe até curar

Laô! milagroso povo tucuju
Tua ciência e universal
Tua medicina é ancestral
Alguém perguntou! Onde tu vais Sacaca?
Por estes caminhos da mata
O mestre Suas Kuxicas ensinou
Entre livros e garrafas
O encanto da Amazônia ecoou

Saravá babalaô, saravá Macapá
É do norte é da Amazônia
Eledá do Amapá
Gú Eledá!
Kuxica Mangueira e vem sambar

Samba 04 – Ivo Meirelles e Parceria
Compositores: Ivo Meirelles, Gilson Bernini, Gustavo Clarão , Xande de Pilares, Edinho Gomes e Felipe Mussilli

ENRAIZEI NAS ENTRANHAS DESSE CHÃO
ONDE PULSA O CORAÇÃO DA FLORESTA
OUVINDO O CANTO TUCUJU BAILAR NO VENTO
TODA LUZ QUE VEM DE DENTRO SE MANIFESTA
BEBÍ NA CUIA AÇAÍ, FUMEI TAUARÍ SONHEI AO LUAR
VÍ A NATUREZA TÃO FORMOSA
TRANSBORDAR EM VERDE ROSA
OS ENCANTOS DO AMAPÁ

TURÉ! TURÉ! O PAJÉ INCORPOROU
SARAVÁ MESTRE SACACA O XAMÃ BABALAÔ
TURÉ! TURÉ! MINHA TRIBO BATE O PÉ
AGRADEÇO AO CURANDEIRO CARREGADO DE AXÉ!

MERGULHEI NOS MISTÉRIOS PUDE REFLETIR
A HERANÇA DOS MEUS ANCESTRAIS
PELOS RIOS EU DEIXEI FLUIR
QUILOMBOLAS, RIBEIRINHOS, O MILAGRE DA MARÉ
FEITO GENTE QUE É DO MORRO E JAMAIS PERDEU A FÉ
ME BENZÍ, ENTREI NA MATA FIZ MIRONGA PRA CURAR
ÊH, GARRAFADA! ME BANHEI PRA DESFILAR
FUI DANÇAR O MARABAIXO, NA LEVADA DO TAMBOR
ÊH, PRETO VELHO! NA MANDINGA ME ENSINOU…
MADEIRA! É SUMAÚMA EM TRONCO OCO É MARCAÇÃO
QUE DÁ NO COURO NA PRIMEIRA ESTAÇÃO
É SAIRÉ E NO BATUQUE CHEGA
MANGUEIRA! RAIZ SAGRADA QUE ETERNIZA O GUARDIÃO
AS FLORES GIRAM COMO GIRA O PAVILHÃO
NA AMAZÔNIA NEGRA

REZA FORTE, BATE FOLHAS DE MANGUEIRA
EMOÇÃO QUE NÃO TEM FIM
FIRMA PONTO NO MEU SURDO DE PRIMEIRA
“TEM QUE RESPEITAR MEU TAMBORIM”!

Samba 05 – Kátia Rodrigues e Parceria
Compositores: Kátia Rodrigues, Júlio Hercowitz, Roger Toddy, Paulinho Ferraz e Cacá Camargo

Meu Amapá de gente guerreira
Embala o Turé da Estação Primeira
Sacaca me guia floresta adentro
Do Norte, o orgulho desse povo preto

Ao som do maracá e caxixi
As águas a fluir … eu vou !
Viajo para saudar o curandeiro
Xamã Babalaô!
Do Morro de Mangueira ao Uaçá
Vi as palafitas, crenças e ritos
De um povo com coragem pra lutar
E um axé que ultrapassa o infinito

Preto Velho ensinou
A cura da dor: Garrafada
Saravá,meu senhor
Que guia o Doutor das Matas

É rio acima, é Marabaixo
Onde a Favela se pinta de urucum
As saias rodam vivas no Sairé
É a força da mulher Tucuju
Os rios se confundem com vielas
Poesias surgem dessa união
Minha Mangueira de cunani e tambor
Revive as folhas secas
Resiste a Amazônia Preta

Samba 06 – Amauri Compositor e Parceria
Compositores: Amauri Compositor, Gabriel Confort, Bê do Grito e Monica da Pedra

Mangueira canta o sonho revelado
De um mundo encantado que a Mão D`água anunciou
A Cobra Grande ensinou as curas
Rezas,remédios,benzeduras,cerimônias
Tornando o Sacaca o Xamã da Amazônia
A vitória-régia viu Jacy enluarando a verde mata em pura prata
E receber o mestre pro Turé no lukuh do igarapé
Em noite de lua cheia
Babendo Caxiri com Açaí
Na festança da Aldeia

Curandeiro iluminado,Juremeiro,catimbó
Benzedeiro,mandigueiro,desatai o nosso nó
Boitatá cantou na mata
Curupira decretou
Que o Doutor da FLoresta traz a cura e o amor

O mestre serpenteia pelos rios
Cuidando de erês e curumins
Curando cablocas e quilombolas
Da floresta mãe e escola desse povo ribeirinho
Feliz no sobe e desce da maré
Quando é tempo de peixe,tucanaré
Do encontro dos tambores, da Missa dos Quilombos
As saias das açucenas são encantos da nossa africanidade
Louvando a Bandeira do Divino
Entoando belos hinos à Santíssima Trindade
Ê louceira, para levantar poeira
Chama a Vovó do Barro,faz argila em oração
Esta arte é nossa história, este barro é nosso chão
Brilham na Amazônia Negra
As maravilhas da Cultura Tucuju
Unindo o Morro da Mangueira
As tribos amapazeiras e o Quilombo do Curiaú
Lutando pela mata viva
Pisando em folhas secas imortais
Lançando o seu grito de alerta
Em defesa da floresta e dos povos tradicionais

Bate tambor …Bate tambor…
Bate tambor pro Xamã Babalaô
Bate tambor … Bate tambor …
Bate tambor pro Rei Momo do amor.

Samba 07 – Bira Show e Parceria
Compositores: Bira Show, DHEMA, Jorge Luiz Mangueira do Amanhã, Neno Baz, Ricardo Peres e Elaine Porto

No Turé no compasso do tambor
Há uma luz que contagia
A Verde e Rosa exalta com todo esplendor
Doutor Sacaca, é uma lenda sinsinhô

O Xamã Babalaô navega em águas de liberdade e cura.
Rios que levam, sustentam vidas.
É a floresta desfilando na avenida.
Andarilho, curandeiro, Amazônia seu terreiro,
Mistura fé, encantamento e amor.

Natureza, riqueza, tradições e rituais
Nativos e negros, mistérios ancestrais.
O Xamã navegando, curando
Desbravando seus mananciais.

Mergulhei nos doces rios afluentes da memória,
Na correnteza que conta a história.
Flutuei no Curupi, mergulhei no Jari
Sou amapaense, sou feliz assim.

Vem Mangueira
Vibra a Estação Primeira.
No toque do tambor e do acorde
Ecoa surdo de primeira.

Sou herança de guerreiros Quilombolas
Resistência, sempre em busca da vitória
Calmaria, temporais, maré que vem… maré que vai
Kolofé , Awrê meu Pai .
Nêgo Véio sabe tudo, sua mãe o ensinou
Garrafada e ungüento, o encanto que encantou
Persistência entre a erva e a oração
Alafia , Ìwósán é a sua inspiração.
Então vamos respeitar, o batuque e os tamborins
Amapá tem ginga, zimba , caxixis
Na barra das saias, flores e jardins
Marabaixo é festa emoção sem fim.
Xamã Babalaô, Xamã Babalaô
Mestre Sacaca
Com seu jeito Tucuju, guardião da Amazônia
Encanto Curiaú …. Saravá …

Samba 08 – Estevão Ciavatta e Parceria
Compositores: Estevão Ciavatta, Pedro Tatuí, JotaPê, Gabriela Diniz, Jefferson Oliveira e Miguel Dibo

AOS PÉS DO AMAPÁ, O SOM DO MARACÁ
FLORESTA EM CANTORIA
AROMA DE BEIJU, NA TEZ O URUCU
CANTIGA PALIKÁ NOS GUIA
ENCANTO TUCUJU… ME LEVA AO TRANSE O CAXIXI
SINTO A PRESENÇA DO BABALAÔ
A POEIRA VAI SUBIR
LUA CHEIA… PELAS ÁGUAS SERPENTEIA MINHA ALMA RIBEIRINHA
EM CADA CASINHA À MARGEM DO RIO
HABITA A NASCENTE, A PAZ RECORRENTE
EM CADA CASINHA DE ZINCO E MADEIRA
ME LEMBRA A ESTAÇÃO PRIMEIRA

ERVA QUE QUEBRA QUEBRANTO, É CURA!
BANHO, GARRAFA E ENCANTO, MISTURA!
SE O VERDE É ESPERANÇA, O ROSA É CERTEZA:
POR NATUREZA NINGUÉM ME SEGURA

RESSOA O TAMBOR
AFINA O PANDEIRO E O TAMBORIM
FESTEJA O OIAPOQUE,
SAIRÉ DO CARVÃO, BANDAIA E LADRÃO
EU RECONHEÇO O MARABAIXO PELO TOQUE

É ASSIM! É ASSIM! NO LAGUINHO E NA FAVELA
É ASSIM! QUILOMBOLA E SENTINELA

QUE RENASCERÁ
EM CADA SONHO, EM CADA SER DO MEU LUGAR
MOLDANDO O SABER DA NOSSA GENTE
FEITO RAIZ A GERMINAR
SEIVA, FRUTO E SEMENTE
HOJE… A AMAZÔNIA NEGRA VENCE
HERANÇA DE MESTRE SACACA
ORGULHO DESSE POVO AMAPAENSE

SUMAÚMA CARIOCA, NINGUÉM PODE DERRUBAR
MINHA NAÇÃO TEM ALMA DE JEQUITIBÁ
PERIFERIA É POTÊNCIA BRASILEIRA
CADA CANTO DO AMAPÁ TEM UM “TANTINHO” DE MANGUEIRA

Samba 09 – Chacal do Sax e Parceria
Compositores: Chacal do Sax, Fábio Martins, Marcelo Martins, Vitor Leandro, Augusto Gigi, Jean Michel, Gaspar

Alumiou! Resplandece o Amapá Alumiou!
Ouço flautas e maracás
Evoco o xamã babalaô
Doutor das ervas medicinais
Evoco o xamã babalaô
Seguindo o chamado dos rituais
Mergulho onde baila a piracema
Navego em afluências para me reencontrar
O saber se equilibra em buçu Jenipapo e urucum tingem águas uaçá

Ô, ô, ô Feitiçaria cabocla
Feitiço na pontinha do cipó
Pelas flores e raízes
Reza o caboclo bravo
Preto velho encarnado
Meu pajé desata nó

Os tambores ressoam: Sairé! Sairê!
Tem gira de marabaixo
Curimba de vominê!
Ó, mestre, entra na roda que é tempo de axé
Ó, mestre da sapiência Guardião da nossa fé

Sacaca! Aos pés do amapazeiro, cultivei minha raiz Mangueira!
Revela os segredos, a essência do país
Moldado em Maruanum Entidade do encanto tucuju
Só quem vive a Amazônia Sabe que é terra negra
O aroma verde e rosa é da Estação Primeira

Saravá Mangueira! Saravá meus ancestrais!
Sem ervas nada se faz! Sem ervas nada se faz!
O rei do norte no batuque de zimba
Desce o morro pra fazer mandinga Mestre Sacaca do encanto tucuju
O guardião da Amazônia negra

Samba 10 – Eraldo Caê e Parceria
Compositores: Eraldo Caê, Sergio Gil, Helen Veras Filho, Sebrin, Ricardo Goés e Fernando de Lima

Vem ouvir estórias de quem sonha
Contemplo a negra Amazônia
O turé vou celebrar
Em transe, as cores pintam a visão
Entre fantasia e alucinação
Invoco tua presença pra nos encantar
Mestre, vim provar do teu saber
Dele, seus frutos colher
E desta catarse não quero acordar
Vem pra navegar nas águas calmas
Tua gente traz na alma
Misticismo, devoção
O ribeirinho em louvação! !

Vai ter xirê e ritual
O poder dos chás é medicinal
E pra quem tem fé, quebrantos quebrar
Olha a mandinga, preto velho ….saravá! Bis

Houve o chamado da floresta
O som do tambor se manifesta
O marabaixo é cultuado
À luz de um céu estrelado!
Mulheres rodando a barra da saia
E as quilombolas soltando a bandaia
Meu guardião, és a vida
Estás em todo o lugar
Até no sumo da fruta que as minhas raízes fincaram por lá
Mangueira querida
A bênção, canta o meu Amapá

Mestre Sacaca , do encanto
tucuju
Fez da cura sua luz a tua bandeira
Hoje tem festa , quem pro samba te chamou?
Meu xamã babalaô ….Mangueira! Bis

Samba 11 – Alexandre Naval e Parceria
Compositores: Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço

Ao ecoar o som do maracá
Meu jequitibá é ritual de fé
Awê Turé! Awê Turé!
A flauta anuncia o transe do pajé
Karipuna já dançou Wajãpi no chão bradou
Tawari anuviou sereno
Mestre Sacaca é ensinamento
Na beira do rio Guardou o balanço da maré
Na pororoca carregado de axé

Sobe o Jari, seu moço … Ê canoeiro!
Se não corre em furo d’água
Não se mete com banzeiro
Na palafita amparada de palmeiras
Deixa um presente à Estação Primeira

Folha seca pra benzer na moleira
Faz a reza Tucuju Se manifesta pra criança se curar
Ê sumano vá buscar Garrafada pra menina
Na fervura sete dias … sete noites ao luar!

Foi na encruzilhada que se formou
No encontro dos igarapés
Quilombo vivo assentado em nossos pés
Sob a raiz do Amapá
Giram matriarcas puxando o vento
Pro divino anunciar Macacaueiro em pele de sucuriju
No tronco oco ressoou o meu tambor!
Canta! No terreiro oração se dança!
No toque de caixa ligeiro
A bandaia se faz entender Samba!
No Laguinho, rei sentinela
Com os crias da favela
A floresta vai vencer!

Xamã Babalaô! Guardião do meu Ilê!
Rompe mato e faz tremer aldeia
Caboclo Preto Velho Verde e Rosa é meu sagrado
Toca o Marabaixo, Mangueira!

Samba 12 – Manu da Cuíca e Parceria
Compositores: Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Marcio Bola, João Carlos, Victor Nunes e Mama

O CAXIXI ESCORRE PELA TOCAIA
BURITI FLORESCE NO VÉU DA SAIA
EU QUE SOU DO AXÉ
NEGA QUASE CENTENÁRIA
SÓ ME ARREDO DO TURÉ
DEPOIS QUE A LUA SE ESPALHA

NO MEIO DA MATA VEJO UM PAÍS POR DENTRO
E MESTRE SACACA DERRAMAR ENCANTAMENTO
DOBRAR O RIO NA BORDA DO TEMPO
CAMBALEANTE DE MISTÉRIO E POESIA
NO VAI-E-VEM DE VOADEIRA
QUE A NEGRA AMAZÔNIA GUIA

RIBEIRINHO LEVA O SACO DE FARINHA NO CANGOTE
PUXA A LINHA NO TALENTO QUANDO O PEIXE DÁ PINOTE
SABE SE É CHUVA DE CASA OU SE VEIO DE VISITA
ESCORA OS SONHOS NO BAMBU DA PALAFITA

QUANDO O XAMÃ PISA EM FOLHAS SECAS
LEMBRO DAS MINHAS REZADEIRAS
A SABENÇA ENGARRAFADA
NO APITO DA CHALEIRA
CHAMA QUE ABRAÇA ERVA
TAMBÉM ARDE NO TAMBOR
SAMAÚMA, ME LEVA
PRA CURIMBA QUE EU VOU
ZANZAR NA ZIMBA COM O BABALAÔ
FEITO DE SONHO E FLORESTA
DA CURA E DA FESTA
QUE O POVO TUCUJU ME ENSINOU

SOU EU DA GIRA DE AÇUCENA
GENGIBIRRA PRA ADOÇAR
EU SOU MANGUEIRA
DOS PÉS AO PENACHO
NA MARÉ DO MARABAIXO
TÔ PRA LÁ DE MACAPÁ

Samba 13 – Danilo Firmino e Parceria
Compositores: Danilo Firmino, Bico Doce, Felipe Filósofo, Rafael Raçudo, Dr. Jairo E Bismark Alcântara

NOITE, OH MÍSTICA NOITE
A LUA SONHA E DANÇA
ENTRE VISÕES NA PAJELANÇA ARRIEI NESSA ALDEIA
TEM ÁRVORE DOCE E MATIZ

AMAZÔNIA NEGRA NO CAULE DE SUA RAIZ (BIS)

MANGUEIRA, SEIVA VIVA NESSA TERRA
ENCERRA ÀS MARGENS QUE A HISTÓRIA SILENCIOU
MANGUEIRA, RAMIFICO EM TEUS GALHOS
PELAS GOTAS DE ORVALHO PERFUMADAS COMO A FLOR
A CORRENTEZA ME GUIA
SÃO MILAGRES DA MARÉ, PRIMAZIA!
O INVISÍVEL SE MANIFESTA NA MAGIA DA FLORESTA
DEIXA “NEGO VÉIO TRABAIÁ”

CAROÇO DE JACA QUEIMADA, PÓ COM AZEITE DE MAMONA
CURA UMBIGO DE CRIANÇA, CURA UMBIGO DE CRIANÇA
PRA GRIPE, MEL DE ABELHA, CASCA DE JUTAÍ
FOLHA DE SACACA, ERVA-DE-JABUTI

A MADEIRA SE LIBERTA, O ESTRONDO TINGE O VENTO
ENTRE FARPAS, FUNDAMENTO
O CALOR AFINA O COURO
TAMBORES DO MESMO NASCEDOURO
ENTÃO, ME DISSOLVO EM ARGILA VOLTO AO CHÃO
VIRO SEMENTE
MEUS LÁBIOS DE AÇAÍ A CANTAR
RUGIDO DE ONÇA, É REZA DO MEU AMAPÁ

MANGUEIRA TUCUJU ÊÊÊ MARABAXEIRA
CANTA O UIRAPURU COM O SURDO DE PRIMEIRA
QUANDO PISO EM FOLHAS SECAS OUÇO A VOZ DO SEU TAMBOR
SOU MESTRE SACACA, XAMÃ BABALAÔ

Samba 14 – André Siqueira e Parceria
Compositores: André Siqueira, Claudinho Melodia, Jansen Nascimento, Jorginho Bonsucesso, Samuel Rachid e Vinny Vieira

Ô, ô, Xamã Babalaô!
A lenda que o “Norte” consagrou
Forjado pela mata verdejante Filho de fé…
Protetor da imensidão!
Turé de encantamento, ritual a invocar
Mangueira em sintonia com teu chão
Nas águas tucujus, sua missão fluiu
Herança ancestral, que jamais sucumbiu
No seio quilombola, memórias em canção
A “folha” tem poder…
Transforma o enfermo em homem “são”

Doutor-raiz, o guardião!
Caboclo da Primeira Estação! (bis)
Na caridade, ensinando o povo!
Mestre Sacaca, teu legado é valioso!

O curandeiro, folião, também foi rei!
Na garrafada, o saber da tradição
Traz infusões, simpatia vem da crença
Um sábio preto velho cercado de axé
É reza, oração em glória!
Na batida do tambor tem ginga vominê!
Sagrado e o popular entram na roda

Nas “mãos de barro”, delicada inspiração!
No marabaixo, salve a afro-resistência!
Em cada mastro, pintura em devoção!
Amapazeiro tem a seiva que sustenta!

Mangueira é floresta em poesia!
Seu verde e rosa é riqueza natural!
Negra Amazônia, o pulmão que irradia… (bis)
A cura com seu dom medicinal!

Samba 15 – Pedra Terra e Parceria
Compositores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto, Igor Leal

FINQUEI MINHA RAIZ
NO EXTREMO NORTE ONDE COMEÇA O MEU PAÍS
AS FOLHAS SECAS ME GUIARAM AO TURÉ
PINTADA EM VERDE-E-ROSA, JENIPAPO E URUCUM
ÁRVORE-MULHER, MANGUEIRA QUASE CENTENÁRIA
UMA NAÇÃO INCORPORADA
HERDEIRA QUILOMBOLA, DESCENDENTE PALIKUR
REGATEANDO O AMAZONAS NO TRANSE DO CAXIXI
CORRE ÁGUA, JORRA A VIDA DO OIAPOQUE AO JARI

ÇAI ERÊ, BABALAÔ, MESTRE SACACA
TE INVOCO DO MEIO DO MUNDO PRA DENTRO DA MATA

SALVE O CURANDEIRO, DOUTOR DA FLORESTA
PRETO VELHO, SARAVÁ
MACERA FOLHA, CASCA E ERVA
ENGARRAFA A CURA, VEM ALUMIAR
DEFUMA FOLHA, CASCA E ERVA… SARAVÁ

NEGRO NA MARCAÇÃO DO MARABAIXO
FIRMA O CORPO NO COMPASSO
COM LADRÕES E LADAINHAS QUE ECOAM DOS PORÕES
ERGO E CONSAGRO O MEU MANTO
ÀS BENÇÃOS DO ESPÍRITO SANTO E SÃO JOSÉ DE MACAPÁ
SOU GIRA, BATUQUE E DANÇADEIRA (AREIA)
A MÃO DE COURO DO AMASSADOR (AREIA)
ENCANTARIA DE BENZEDEIRA QUE A AMAZÔNIA NEGRA ETERNIZOU
NO BARRO, FRUTO E MADEIRA, HISTÓRIA VIVA DE PÉ
QUILOMBO, FAVELA E ALDEIA NA FÉ

DE YÁ, BENEDITA DE OLIVEIRA, MÃE DO MORRO DE MANGUEIRA
OUÇA O CANTO DO UIRAPURU
YÁ, BENEDITA DE OLIVEIRA, BENZE O MORRO DE MANGUEIRA
E ABENÇOE O JEITO TUCUJU

A MAGIA DO MEU TAMBOR TE ENCANTOU NO JEQUITIBÁ
CHAMEI O POVO DAQUI, JUNTEI O POVO DE LÁ
NA ESTAÇÃO PRIMEIRA DO AMAPÁ

Samba 16 – Lequinho e Parceria
Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Julio Alves, Guilherme Sá , Paulinho Bandolim

EVOCA O PAJÉ ENCANTADO, MANGUEIRA
DA MATA SEU PROTETOR, DAS FOLHAS O SENHOR
E DESCE SUMAÚMA PRA DEFUMAR
NOS TRAGOS, GOLES, O TRANSE … AO SOM DO MARACÁ
TINGE MEU NORTE COM TEU URUCU
QUE MINHA NAÇÃO VIRA TUCUJU
NA CORRENTEZA A HERANÇA, NA AFLUÊNCIA, SABER
DAS ALDEIAS AOS QUILOMBOS, MEU PERTENCER
UM COCHICHO DOUTRO MUNDO NA MORINGA
O SEGREDO NA GARRAFA, MANDINGA

CHAMA OXÓSSI E OSSAIN
TODA JUREMA PRA VER
QUE O DOUTOR DA FLORESTA… SACACA
É CIÊNCIA QUE NÃO SE LÊ

DEIXA DOBRAR O TAMBOR, ENTRELAÇAR OS BRASIS
ENTRE FESTAS, TRADIÇÕES
PRA VALER NOS BARRACÕES A MEMÓRIA, A RAIZ
QUEM GUARDA A CULTURA PRESERVA O PAÍS (bis)
PRETO VELHO, TRONCO DE AMAPAZEIRO
NADA PODE APRISIONAR A SUA FÉ
JUNTA SAMBA E MARABAIXO
FRUTO DO MESMO CACHO QUE NÃO CAI LONGE DO PÉ
(VEM PRO MEU AXÉ)
PRETO VELHO, VEM BAIXAR NO MEU TERREIRO
ONDE A VIDA É MUITO MAIS DO QUE SE VÊ
SÓ QUEM AMA A ESCOLA DE ZAGAIA E DE CARTOLA
CONSEGUE ENTENDER

XAMÃ BABALAÔ, CURANDEIRO DA FLORESTA
XAMÃ BABALAÔ, SEU PODER SE MANIFESTA
TÁ NO CHÃO QUE FAZ O SAMBA, TÁ NA MÃO QUE FAZ BENZER
MANGUEIRA, SARAVÁ! ÇAI ERÊ!

LE LE LE LE LE LE AÊ AÊ
LE LE LE LE LE Á
DEIXA O MORRO DESCER
PRA AMAZÔNIA INCORPORAR

A disputa de sambas-enredo da Estação Primeira de Mangueira segue movimentando compositores e torcedores tanto no Amapá quanto no Rio de Janeiro. Mais do que uma competição, o processo reafirma a força da comunidade e a tradição da escola em valorizar diferentes vozes na construção de seu hino oficial. Até a grande escolha do samba campeão para o Carnaval 2026, cada apresentação será um momento de celebração da cultura, da memória e da paixão verde e rosa.

Agora me conta aqui nos comentários, qual é o seu favorito?

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Cami Santos
Cami Santos

Estudante de turismo, mãe, mulher preta periférica, suburbana e apaixonada por viagens e carnaval. Tornei minha obsessão sobre o samba e o Rio de Janeiro meus objetos de estudo e criei esse blog para compartilhar minhas descobertas.

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