Em áudio, Montenegro diz: “Textor está tentando ficar com o Botafogo, só que não tem dinheiro” Diogo, 6 de Agosto, 20255 de Agosto, 2025 Ex-presidente cita ativos da Eagle como garantia de empréstimo junto à Ares, fundo de investimento que “foi na lábia do Textor”: “Ainda está devendo uns US$ 350 milhões” A briga entre John Textor e a Eagle Football segue reverberando nos bastidores do Botafogo. Ex-presidente do clube, Carlos Augusto Montenegro afirmou que o empresário americano “está tentando ficar com o Botafogo”, mas não possui condições financeiras favoráveis para isso. — O Textor, agora, está tentando sair fora da Eagle. Na verdade já saiu no papel, parece que é isso. Mas está tentando ficar com o Botafogo. Só que ele precisa de dinheiro. Ele, pessoa física, não tem dinheiro, e está tentando falar com outras pessoas para ajudar a comprar. A Ares não quer negociar muito com ele, mesmo ele tendo dinheiro. Deve ter feito algumas e outras coisas não muito interessantes — disse Montenegro (leia a transcrição na íntegra no fim). Textor continua assinando atas como dono da Eagle – apesar de não tomar mais decisões importantes – e do Botafogo. Há três semanas, a empresa, em movimento coordenado da Ares, sugeriu que o americano recomprasse as próprias ações do Alvinegro que estão presas ao fundo de investimento. Para isso, Textor teria que se desvincular do Botafogo até que a revenda fosse concretizada porque, para a Justiça, o movimento é visto como conflito de interesse – ele é dono tanto do Alvinegro quanto da Eagle. Internamente, dirigentes alvinegros entenderam que a intenção era tirar o americano do poder e, neste intervalo, mudar o conselho para colocar um novo representante. O clube social e os funcionários impediram a ação ao enviar uma carta à Eagle, na qual o dono foi protegido. João Paulo Magalhães, presidente do clube social, é defensor de Textor e já manifestou esta posição em contatos com representantes da Ares e Eagle. Leia a transcrição completa do áudio: — Esse fundo de investimentos, que é o segundo maior dos Estados Unidos… O John Textor os procurou, e eles destinaram, dos US$ 500 bilhões que têm, US$ 10 bilhões pra investir no esporte. Uns 3 bi por ano a partir de 2022. O Textor conseguiu se aproximar desses caras e pegou US$ 450 milhões para a Eagle, e a razão principal foi para comprar o Lyon na França. A Ares foi na lábia do Textor e colocou US$ 450 milhões na Eagle e, como garantia, pegou todos os ativos da Eagle: contratos de televisão, de material, e pegou as ações dos sócios. Todas as ações do John Textor. Esse empréstimo, além do volume e do valor, tem juros um pouco mais alto que os juros de mercado nos Estados Unidos. E o Textor não estava conseguindo pagar. Vendeu o Crystal Palace, amortizou uma parte, mas ainda está devendo uns US$ 350 milhões (mais de R$ 1,9 bilhão, em cotação desta terça-feira). — Não tem dinheiro e perdeu as ações. Os caras executaram as ações que foram dadas em garantia. O Textor, agora, está tentando sair fora da Eagle. Na verdade já saiu no papel, parece que é isso. Mas está tentando ficar com o Botafogo. Só que ele precisa de dinheiro. Ele, pessoa física, não tem dinheiro, e está tentando falar com outras pessoas para ajudar a comprar. A Ares não quer negociar muito com ele, mesmo ele tendo dinheiro. Deve ter feito algumas e outras coisas não muito interessantes. — Seja lá no Lyon, onde já foi expulso e não pode botar o pé lá, seja em outras discussões. A situação é essa. Essa Ares é o segundo maior fundo de investimento dos Estados Unidos. Não tem esse negócio de história, de 100 anos de Botafogo, não. O que tem agora é dinheiro em cima da mesa. É uma briga entre os sócios que compraram o Botafogo e ficaram com 90% da SAF. Teoricamente, a gente não tem nada a ver com essa briga, mas é o que está acontecendo. Espero que eu tenha sido claro. Qualquer coisa, me pergunta. Esportes Futebol botafogo