Dólar opera alta e encosta em R$ 6,10 em meio à guerra global de tarifas cami, 9 de Abril, 20259 de Abril, 2025 O dólar opera em forte alta nesta quarta-feira (9) e voltou a ser negociado acima de R$ 6, com o mercado reagindo à guerra global de tarifas iniciada pelos Estados Unidos e intensificada com as retaliações chinesas. Por volta das 9h45, a moeda americana era negociada a R$ 6,09. Nesta manhã, o Ministério das Finanças da China anunciou que vai impor tarifas de 84% sobre os produtos americanos — uma alta de 50 pontos percentuais sobre os 34% que já haviam sido impostos na semana passado. Essa elevação das tarifas pela China é uma nova resposta aos EUA, depois que o presidente Donald Trump decidiu retaliar a retaliação chinesa. Hoje, entraram em vigor as tarifas de 104% para a China cobradas pelos EUA. Além disso, também começaram a valer todas as tarifas recíprocas anunciadas por Trump na última semana, com taxas de 10% a 50%, sobre os mais de 180 países que o presidente afirma que têm déficits comerciais com os EUA ou dificultam o comércio americano. Table of Contents Toggle 💲Dólar📈IbovespaO que está mexendo com os mercados? 💲Dólar Às 9h47, o dólar subia 1,63%, cotado a R$ 6,0951. Na máxima do dia, chegou a R$ 6,0961. No dia anterior, a moeda americana teve alta de 1,47%, cotada a R$ 5,9973. Com o resultado, acumulou: alta de 2,77% na semana; ganho de 5,11% no mês; e perda de 2,95% no ano. 📈Ibovespa O Ibovespa só começa a operar às 10h. Na véspera, o índice teve baixa de 1,32%, aos 123.932 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 2,61% na semana; recuo de 4,86% no mês; e ganho de 3,03% no ano. O que está mexendo com os mercados? Além das declarações de Trump na véspera, dizendo que vai chegar a “acordos justos” com os países que procurarem os EUA para negociar as tarifas aplicadas pelo presidente, a União Europeia também voltou a se manifestar sobre o assunto. Um porta-voz da UE disse, nesta terça, que o bloco quer evitar as tarifas recíprocas e uma eventual guerra comercial com os EUA. A afirmação vem mesmo após a Casa Branca rejeitar uma oferta da UE de adotar uma política tarifária de “zero por zero” em relação a todos os bens industriais comercializados entre os países do bloco e os EUA. Nesta segunda, o conselheiro econômico do governo Trump, Peter Navarro, disse que os EUA só aceitariam chegar a um acordo com a UE se o bloco reduzisse suas barreiras não tarifárias, como as regulamentações de segurança alimentar, por exemplo. Segundo o porta-voz da UE o desejo de chegar a um acordo para evitar as tarifas dos EUA não mudou. “Estamos esperando que nossos colegas americanos se envolvam de forma significativa (nas negociações.” As informações são do g1. Economia