Roteiro Rio de Janeiro: o que fazer em 1, 3, 5 e 7 dias

Montar um roteiro Rio de Janeiro fica muito mais fácil quando você organiza os passeios por região, em vez de tentar cruzar a cidade inteira no mesmo dia. Nesta página, você vai encontrar sugestões de roteiros para 1, 3, 5 e 7 dias, além de experiências culturais, praias, samba, história e lugares que revelam outros tipos de Rios de Janeiro.

Resposta rápida: respondendo rapidamente, para uma primeira viagem, 5 dias costumam ser o melhor equilíbrio entre os clássicos, o Centro e um dia de natureza ou cultura. Com 7 dias, dá para desacelerar, conhecer a Zona Norte e a Zona Oeste e escolher roteiros que tenham a sua cara.

Table of Contents

Antes de montar seu roteiro pelo Rio de Janeiro

O Rio é uma cidade grande, com atrações espalhadas entre Zona Sul, Centro, Zona Norte e Zona Oeste. A regra de ouro é simples: agrupe os dias por região e deixe uma margem para trânsito, chuva e tempo de deslocamento. Cristo Redentor e Pão de Açúcar podem caber no mesmo dia, mas exigem saída cedo e ingressos planejados; veja nosso guia sobre como combinar Cristo e Pão de Açúcar no mesmo dia.

Para circular, metrô resolve boa parte dos trajetos entre Centro, Zona Sul, Maracanã e alguns pontos de conexão. Em horários noturnos ou em deslocamentos menos diretos, aplicativo de transporte pode ser mais prático. Leia também o guia para andar de metrô no Rio de Janeiro antes de sair do hotel.

Mapa para organizar os passeios

Use este mapa como referência para enxergar a distância entre alguns dos pontos que aparecem nos roteiros. Ele ajuda a separar os dias de Zona Sul, Centro e Zona Norte, evitando deslocamentos desnecessários.

Qual roteiro escolher: 1, 3, 5 ou 7 dias?

Tempo na cidadeMelhor paraEssência da viagem
1 diaPara uma escala ou um bate e voltaCartões-postais da Zona Sul
3 diasPrimeira viagem enxutaClássicos, Centro e praia
5 diasPrimeira viagem completaClássicos + cultura + natureza
7 diasViagem sem pressaRoteiros autorais, Zona Norte e Zona Oeste

Como escolher os passeios para o seu perfil

Antes de seguir a ordem dos dias, defina qual viagem você quer viver. O Rio não cabe numa única fórmula: quem visita pela primeira vez costuma querer Cristo, Pão de Açúcar e praia; quem já conhece a cidade pode ganhar muito mais ao combinar cultura, gastronomia, samba e roteiros de memória. O segredo é tratar este guia como uma base modular. Você não precisa fazer tudo — precisa fazer o que faz sentido para você.

Um erro comum é usar o roteiro de alguém que ficou em Ipanema para uma viagem hospedada na Barra, ou repetir um dia pensado para adultos em uma viagem com crianças. Compare a localização do hotel, o ritmo do grupo, a previsão e seus interesses. Depois, escolha um programa principal por turno: manhã, tarde e noite. Assim, se surgir chuva, cansaço ou uma recomendação boa no caminho, seu dia continua flexível.

Para quem está indo pela primeira vez

Priorize a paisagem e a orientação pela cidade. Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana, Ipanema, Centro e Santa Teresa formam uma primeira leitura muito completa do Rio. Depois de visitar esses lugares, você entende melhor as vistas, os bairros e a relação entre mar, morro e vida urbana.

Para quem já conhece os cartões-postais

Use os dias extras para aprofundar. Uma visita guiada à Pequena África, uma ida a Madureira, uma roda de samba, igrejas históricas, um passeio na região portuária ou uma experiência de gastronomia de bairro podem tornar a viagem muito mais memorável que repetir apenas os mirantes.

Detalhando o roteiro de 1 dia: o que cabe de verdade

O roteiro de um dia funciona quando você abre mão da ideia de ver tudo. Se o céu estiver firme, comece pelo Cristo Redentor logo cedo. O horário exato varia conforme a forma de subida e a época, mas a lógica é sempre chegar antes do pico de visitantes. Reserve tempo para deslocamento, fila e contemplação: a experiência não é apenas a foto com a estátua, mas a vista da cidade inteira.

Depois do Corcovado, desça para almoçar sem atravessar o Rio. Botafogo é uma ponte eficiente entre o Cristo e a Urca; Copacabana também pode funcionar dependendo de onde você se hospedou. À tarde, siga para o Pão de Açúcar e tente chegar com folga suficiente para fazer os dois morros e ficar até a luz mudar. O pôr do sol é especial, mas o retorno pode ter mais movimento: não marque um compromisso apertado logo depois.

Se o dia estiver nublado ou chuvoso, inverta completamente o plano: faça Centro, igrejas e um museu pela manhã, almoce na região ou em Santa Teresa e deixe Cristo e Pão de Açúcar como possibilidade para outro dia. É melhor adaptar o roteiro do que insistir em mirantes sem visibilidade.

Detalhando o roteiro de 3 dias

Dia 1: o Rio que você imagina

Este é o dia de Cristo e Pão de Açúcar. Não acrescente Jardim Botânico, Maracanã ou Lapa à lista: eles parecem próximos no mapa, mas deixam o roteiro cansativo e reduzem o tempo nos dois passeios principais. À noite, escolha um jantar em Botafogo, Urca, Copacabana ou Ipanema, conforme a sua base.

Dia 2: história, cidade e boemia

Comece pela região do Centro. A Catedral Metropolitana impressiona pela arquitetura contemporânea e combina bem com Cinelândia, Theatro Municipal visto por fora, Arcos da Lapa e Escadaria Selarón. A melhor ordem muda conforme o dia da semana e os horários das visitas, por isso vale conferir antes de sair. Se quiser entrar em igrejas e museus, não faça o dia com pressa: o Centro merece ser vivido a pé, observando fachadas, praças e detalhes que não aparecem no trajeto de carro.

Santa Teresa pode entrar no fim da tarde, mas apenas se você tiver disposição para subir e caminhar. Outra alternativa é ficar pelo Centro, fazer um jantar na Lapa e voltar ao hotel com transporte planejado. Quem gosta de fotografia vai encontrar nesse dia uma cidade completamente diferente da paisagem de praia.

Dia 3: vida ao ar livre no seu ritmo

Para uma primeira viagem, comece em Ipanema e caminhe até o Arpoador; depois escolha entre Copacabana, Lagoa ou Jardim Botânico. Não é obrigatório “fazer” todas as praias: escolher uma, almoçar perto e observar o ritmo da cidade também é parte do roteiro. Famílias podem preferir um parque ou o Jardim Botânico; quem quer mar pode ficar entre Ipanema e Copacabana; quem gosta de pôr do sol deve guardar o Arpoador para o final da tarde.

Detalhando o roteiro de 5 dias

Dia 4: escolha entre futebol, samba e memória

O Maracanã tem um peso enorme para fãs de futebol, mas o melhor encaixe depende de haver jogo, visita ou atividade disponível na sua data. Se este não for seu interesse principal, não vá só por obrigação: use o dia para uma experiência cultural. A região de São Cristóvão conversa com a história da cidade; Madureira e Mangueira abrem caminhos para o samba e seus territórios; a Pequena África aprofunda a herança afro-brasileira no Centro.

Uma sugestão consciente é fazer o roteiro de memória com guia ou projeto local quando possível. A experiência fica mais rica e ajuda a evitar um olhar de consumo rápido sobre bairros e comunidades que têm história própria.

Dia 5: natureza que combine com sua disposição

Parque da Tijuca, Pedra Bonita, Paquetá e Niterói não são alternativas iguais. A floresta é boa para quem quer trilha e vista; Paquetá pede um dia mais lento e atenção aos horários das barcas; Niterói combina arquitetura, orla e panorama do Rio; praias da Zona Oeste são para quem quer mar e aceita deslocamento. Escolha um caminho e dê a ele o dia inteiro.

Detalhando o roteiro de 7 dias

Com uma semana, faça os cinco dias anteriores e use os dois extras sem culpa. Em vez de acrescentar dez atrações, use um dia para praia de Zona Oeste e outro para um roteiro autoral. Barra, Recreio, Prainha e Grumari têm ambiente e acesso diferentes da Zona Sul; leve o deslocamento a sério e combine com apenas uma região no mesmo dia.

O último dia pode ser de repetição consciente: voltar ao bairro de que você mais gostou, ficar mais tempo numa praia, conhecer um restaurante indicado por alguém local ou seguir uma rota cultural. Essa escolha é o que transforma sete dias em uma viagem pessoal, e não apenas numa coleção de fotos.

Cuidados, horários e planejamento realista

Antes de sair, confira sempre os canais oficiais de atrações, museus, transporte e eventos. Horários, ingresso, acesso e regras podem mudar por clima, operação ou datas especiais. Nas ruas, leve o essencial, mantenha seus pertences junto ao corpo e escolha com antecedência como voltará se o programa terminar à noite. Segurança não deve ser uma nota de rodapé: ela faz parte de um planejamento que deixa você mais livre para aproveitar.

Outro ponto importante é respeitar os territórios que você visita. Em roteiros de favela, afroturismo, samba e fé, prefira iniciativas locais e siga as orientações de quem conduz a experiência. Não trate a vida cotidiana das pessoas como atração; chegue para ouvir, aprender e consumir de forma responsável.

Roteiro Rio de Janeiro em 1 dia

Em um único dia, não tente “zerar” a cidade. O melhor é concentrar-se nos símbolos do Rio e escolher apenas uma noite leve. Se a previsão estiver boa, comece pelo Corcovado e guarde o fim da tarde para conhecer a Mureta da Urca.

Manhã: Cristo Redentor

Chegue cedo ao Cristo Redentor: a vista é mais tranquila antes do movimento crescer, e você ganha margem caso o tempo mude. A compra antecipada costuma tornar o passeio mais fluido; explicamos as opções no guia de ingressos para o Cristo Redentor e as formas de acesso em como chegar ao Cristo.

Estátua do Cristo Redentor em dia ensolarado no Rio de Janeiro
O Cristo Redentor é uma ótima escolha para começar uma primeira visita ao Rio.

Tarde: Urca e Pão de Açúcar

Depois de almoçar em Botafogo, Copacabana ou Urca, siga para o Pão de Açúcar. Reserve algumas horas para o bondinho, os mirantes e o pôr do sol. Nosso artigo sobre o bondinho do Pão de Açúcar ajuda a planejar esse trecho.

Mas se você já estiver certo que vai ao Bondinho, pode comprar o seu ingresso aqui e ainda ganhar 5% de desconto com o cupom “MELEVACTG5”.

Noite: escolha uma experiência perto de onde você está

Para fechar, caminhe pela Urca ou por Copacabana, jante sem pressa e evite encaixar um programa do outro lado da cidade. Se preferir cultura, troque o jantar por uma apresentação ou passeio no Centro, desde que o horário e o transporte façam sentido.

Aproveite para olhar também nosso guia de onde comer em Copacabana com opções de restaurantes e lanchonetes que cabem em todos os bolsos!

Roteiro Rio de Janeiro em 3 dias

Passar 3 dias no Rio de Janeiro vai te permitir fazer os passeios clássicos sem abrir mão da história urbana. A sequência abaixo alterna entre paisagem, Centro e praia para que a viagem fique equilibrada.

Dia 1: Cristo, Urca e Pão de Açúcar

Repita o roteiro de um dia, mas sem transformar a noite em maratona. Esse é o dia dos grandes mirantes, então deixe os museus e o Centro para outra manhã.

praia vermelha, roteiro o que fazer no rio

Dia 2: Centro, Lapa e Santa Teresa

O Centro histórico revela um Rio de Janeiro que vai muito além da praia. Inclua em seu roteiro a Catedral Metropolitana, a Cinelândia, a região da Lapa e a Escadaria Selarón; depois, se houver disposição, siga para Santa Teresa. Veja nossos guias do Centro Histórico do Rio, da Escadaria Selarón e de o que fazer em Santa Teresa.

Se a sua viagem tem interesse cultural e religioso, reserve tempo para entrar em pelo menos uma igreja. O roteiro de igrejas do Centro e o Mosteiro de São Bento são ótimos pontos de partida.

Fachada do Mosteiro de São Bento no Centro do Rio de Janeiro
O Mosteiro de São Bento é um dos destaques do Rio de Fé.

Dia 3: praia, Jardim Botânico ou Ipanema

Escolha uma praia para viver o clima turístico da cidade: Copacabana é a mais famosa, mas existem outras praias igualmente (ou até mais) bonitas na cidade. Ipanema combina muito bem com Arpoador; e o Jardim Botânico é uma alternativa agradável para quem quer verde e desacelerar um pouco em um ritmo mais calmo. Se o tempo virar, use nosso guia de passeios no Rio com chuva.

Quadras de vôlei na praia de Copacabana com o Pão de Açúcar ao fundo
Copacabana é um bom convite para sentir o ritmo carioca entre um passeio e outro.

Quer simplificar o planejamento? Compare passeios e experiências disponíveis para os dias da sua viagem antes de fechar a agenda.

Roteiro Rio de Janeiro em 5 dias

Com cinco dias, você pode fazer os três dias acima e acrescentar uma experiência cultural e outra de natureza. Esse é o formato que eu mais recomendo para uma primeira vez: há espaço para ver os clássicos, mas também para conhecer a cidade de verdade.

Então reserve um dia pelo menos para conhecer a Floresta da Tijuca, com suas trilhas e cachoeiras e se conectar com a natureza.

Dia 4: futebol, samba ou um bairro interessante

Se você gosta de futebol, combine o Maracanã com o entorno de São Cristóvão. Já quem quer uma experiência mais cultural pode direcionar o dia para Madureira, Mangueira ou um passeio guiado ligado ao samba. Não escolha pelo “checklist”: escolha o que tem a ver com a sua viagem.

Estádio do Maracanã visto do entorno na Zona Norte do Rio de Janeiro
O Maracanã pode entrar em um dia dedicado ao futebol e à cultura da Zona Norte.

Dia 5: natureza ou travessia pela Baía

Use o quinto dia para baixar o ritmo. Parque Nacional da Tijuca, Pedra Bonita, Paquetá ou Niterói são caminhos diferentes, e cada um pede um planejamento próprio. Se você quer mirantes, escolha a floresta; se quer uma ilha sem carros, Paquetá; se quer vista da Baía, Niterói pode ser a escolha certa.

Roteiro Rio de Janeiro em 7 dias

Sete dias permitem conhecer o Rio sem correr. Além dos cinco dias anteriores, acrescente um dia de praias da Zona Oeste e um dia temático, moldado pelos seus interesses.

Dia 6: Barra, Recreio, Prainha ou Grumari

Para quem gosta de praia, a Zona Oeste mostra outra escala de litoral: mais distância, mais espaço e uma logística diferente da Zona Sul. Saia cedo, acompanhe a previsão e não tente combinar essas praias com atrações do Centro no mesmo dia.

Dia 7: escolha seu Rio

Reserve o último dia para uma das rotas culturais abaixo. É essa escolha que faz o roteiro deixar de ser genérico: fé, memória afro-brasileira, samba ou lugares fora do circuito mais óbvio.

Mais opções para preencher os dias extras: veja experiências que podem complementar seu roteiro conforme a época da viagem.

Roteiros culturais para conhecer outros Rios

Rio de Fé: igrejas, arquitetura e devoção

O Rio de Fé não é apenas um roteiro pelo Centro. A Catedral Metropolitana, o Mosteiro de São Bento, a Igreja da Candelária e outras construções históricas contam camadas importantes da cidade. Já a Igreja da Penha convida a olhar para outro território, sua tradição de devoção e a vista a partir da zona norte carioca. Como as distâncias são grandes, escolha um eixo por dia em vez de tentar juntar Penha e Centro numa única tarde.

Igreja da Penha no Rio de Janeiro com bandeirinhas coloridas
A Igreja da Penha amplia o roteiro de fé para além do circuito central.

Rio Ancestral: memórias negras pela cidade

O afroturismo no Rio começa na Pequena África, mas não termina ali. A região portuária, o Cais do Valongo, a Pedra do Sal e o Instituto dos Pretos Novos ajudam a compreender capítulos fundamentais da história brasileira. Continue a conversa em territórios onde a cultura negra permanece viva, escolhendo iniciativas conduzidas por guias e empreendedores locais. Comece pelo Circuito Pequena África e veja também como chegar à Pedra do Sal.

Rio de Samba: rodas, memória e escolas

Para ouvir samba, procure a agenda das rodas perto da data da viagem: dias, horários e locais variam. A Pedra do Sal é uma referência histórica, mas também vale pesquisar programações de bairros como Madureira, Lapa, Zona Norte e Centro. Para entender a história do gênero e sua presença nos territórios, o Museu do Samba é uma parada especial.

As escolas de samba também cabem neste roteiro: visite o Sambódromo quando houver atividade, acompanhe ensaios apenas pelos canais oficiais e trate cada agremiação como parte viva de uma comunidade — não como cenário. Para chegar ao espaço dos desfiles, consulte nosso guia de como chegar ao Sambódromo.

Rio além do óbvio

Quando você já conhece os cartões-postais — ou simplesmente prefere uma viagem mais autoral — vale explorar mirantes, projetos culturais e lugares com outras perspectivas da cidade. O The Maze, em Tavares Bastos, é um exemplo de endereço que reúne arte e uma vista marcante, mas programe-se pelos canais oficiais e respeite o território. Conheça nosso conteúdo sobre The Maze no Rio.

Mosaicos do The Maze com vista para o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro
O The Maze é uma das inspirações para enxergar o Rio por outras rotas.

Para encontrar ainda mais ideias, o e-book Rio Além do Óbvio reúne atrações fora do circuito tradicional por R$ 9,90.

Onde se hospedar para facilitar o roteiro

Para uma primeira vez, Copacabana, Ipanema, Botafogo e Flamengo costumam facilitar o acesso à Zona Sul e ao Centro. Santa Teresa funciona bem para quem prioriza clima de bairro e vida cultural, enquanto Centro e Lapa exigem atenção extra ao ritmo da região à noite. Antes de reservar, leia o guia dos melhores bairros para se hospedar no Rio.

Compare hotéis e pousadas no Rio de Janeiro de acordo com o seu roteiro e o tipo de deslocamento que você pretende fazer.

Quanto custa um roteiro no Rio de Janeiro?

O orçamento varia mais pelo tipo de hospedagem, alimentação e passeios pagos do que pelo número de dias em si. Para calcular, separe: diária do hotel, transporte local, entradas dos atrativos, refeições e uma reserva para imprevistos. Os valores de atrações e transporte mudam, então confira sempre os canais oficiais antes de viajar.

Quem quer economizar pode combinar atrações gratuitas — praias, mirantes, caminhadas urbanas e alguns museus em dias específicos — com um ou dois ingressos prioritários. A escolha de hotel perto do metrô também reduz gastos e tempo de carro.

Dicas finais para seu roteiro no Rio

  • Compre ou reserve atrações concorridas com antecedência, principalmente em feriados e alta temporada.
  • Verifique a previsão antes de marcar Cristo, Pão de Açúcar, trilhas e praias.
  • Evite montar um dia com Zona Oeste, Centro e Zona Sul juntos: a cidade pede deslocamentos realistas.
  • Use roupas leves, água, proteção solar e um casaco para mirantes e noites mais frescas.
  • Com crianças, alterne um ponto turístico grande com praia, parque ou atividade de menor deslocamento.
  • Em dias de chuva, priorize museus, igrejas, aquário, centros culturais e restaurantes.

Como distribuir os dias sem perder tempo no trânsito

Uma viagem ao Rio rende mais quando você pensa em “blocos geográficos”. A Zona Sul concentra Cristo, Pão de Açúcar, praias e bairros com boa estrutura turística. O Centro pede um dia próprio, pois reúne história, igrejas, museus, Lapa e Santa Teresa. Zona Norte, Barra e praias do Recreio merecem dias separados: tentar cruzar a cidade no meio de um roteiro costuma custar mais tempo do que parece no mapa.

Ao montar sua ordem, use a previsão do tempo como aliada. Deixe Cristo, Pão de Açúcar, trilhas, Pedra Bonita e praias para os dias mais abertos. Quando houver chuva, faça Centro, museus, igrejas, gastronomia ou uma visita que aconteça em local fechado. Essa flexibilidade é melhor do que reservar todas as atrações externas para um único dia e torcer pelo céu limpo.

Também vale criar duas listas: “imperdíveis” e “se der tempo”. Para muita gente, Cristo e Pão de Açúcar são imperdíveis; para outras, uma roda de samba, um roteiro de afroturismo ou um dia de mar tem mais valor. A segunda lista protege seu roteiro de frustrações e permite aproveitar oportunidades que surgem na viagem.

Como se locomover no Rio durante a viagem

O metrô é particularmente útil entre a Zona Sul, o Centro e o Maracanã, mas não atende todos os pontos turísticos porta a porta. Combine-o com caminhadas curtas, ônibus quando você se sentir confortável com a rota e aplicativo de transporte para horários noturnos ou trajetos menos diretos. Na volta de uma roda de samba ou programa que termine tarde, priorize um deslocamento planejado para a porta da hospedagem.

Se estiver com mala, criança pequena, mobilidade reduzida ou pouco tempo, calcule o custo de carro por aplicativo como parte do roteiro. Em contrapartida, quando a atividade está perto de uma estação, o metrô costuma evitar trânsito e tornar o dia previsível. A escolha muda conforme o horário, então não existe uma única resposta certa para todos os passeios.

Para quem vem de carro, pesquise estacionamento antes de sair e não conte com vaga fácil em áreas de praia, Centro ou eventos. Para quem chega pelos aeroportos ou rodoviária, escolha hospedagem antes de fechar o traslado: uma diária aparentemente barata pode perder a vantagem se exigir muitas corridas longas todos os dias.

Roteiro para diferentes perfis de viajante

Primeira viagem ao Rio

Foque em Cristo, Pão de Açúcar, uma praia, Centro histórico e um programa noturno próximo da sua região. Cinco dias são ideais para alternar cartões-postais e experiências de bairro sem transformar a viagem numa lista de obrigações.

Rio de Janeiro com crianças

Reduza a quantidade de deslocamentos e coloque pausas reais. Uma atração grande pela manhã, almoço sem pressa e praia, parque ou atividade mais curta à tarde costuma funcionar melhor do que dois ingressos marcados. Leve água, lanche, boné e uma camada extra de roupa para pontos altos e para o ar-condicionado de museus.

Viagem econômica

Priorize hospedagem com metrô por perto, praias, caminhadas urbanas, mirantes e roteiros culturais gratuitos ou de baixo custo. Escolha um ou dois ingressos que façam diferença para você e organize o restante com antecedência. Feriados e grandes eventos alteram bastante os preços, por isso vale comparar datas antes de comprar passagens e reservar hotel.

Casal ou viagem mais tranquila

Evite encaixar todos os cartões-postais em dois dias. Dê preferência a uma base bem localizada, um mirante no fim de tarde, bairros para caminhar e restaurantes próximos. Com sete dias, você consegue deixar espaço para um retorno à praia favorita ou para um programa sugerido por moradores e guias locais.

O que reservar antes de viajar

Ingressos para atrações concorridas, hospedagem em feriados, restaurantes muito disputados e passeios com horário marcado merecem atenção antes da viagem. Em atividades que dependem de céu aberto, confira as regras de alteração e cancelamento antes de pagar. Assim, você pode reorganizar o dia se houver neblina no Corcovado ou chuva forte.

Não é necessário comprar tudo de uma vez. Uma boa estratégia é deixar confirmados o hotel, os principais cartões-postais e o primeiro deslocamento; mantenha alguns turnos livres para ajustar à previsão e à energia do grupo. Isso é especialmente importante em uma cidade tão diversa quanto o Rio, onde uma caminhada boa pode render mais do que uma atração feita com pressa.

Links úteis para planejar sua viagem

Perguntas frequentes sobre roteiro no Rio de Janeiro

Quantos dias são ideais para conhecer o Rio?

Para uma primeira viagem, cinco dias dão um ótimo equilíbrio entre os cartões-postais e experiências culturais. Três dias funcionam para uma visita mais enxuta; sete dias permitem explorar a cidade com calma.

É possível fazer Cristo Redentor e Pão de Açúcar no mesmo dia?

Sim, especialmente em dias de céu aberto, com saída cedo e ingressos organizados. Porém, não é o melhor formato para quem quer viajar sem pressa.

Qual é o melhor bairro para ficar no Rio?

Depende do perfil, mas Copacabana, Ipanema, Botafogo e Flamengo são bases práticas para quem está visitando pela primeira vez e quer usar metrô e aplicativos de transporte.

Como adaptar o roteiro se chover?

Troque os mirantes e praias por Centro histórico, igrejas, museus, centros culturais e gastronomia. Deixe os passeios ao ar livre para o primeiro dia de tempo firme.

Para reservar parte do roteiro às atrações culturais, veja nossa seleção de museus no Rio de Janeiro que vale a pena conhecer.

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