Imigração dos EUA vai considerar ‘antiamericanismo’ para analisar solicitações de visto de imigrantes cami, 21 de Agosto, 202521 de Agosto, 2025 O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (19) que o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) passará a levar em conta manifestações de “antiamericanismo” na avaliação de pedidos de visto e outros benefícios migratórios. Segundo comunicado publicado pela Casa Branca na rede social X, o órgão atualizou as diretrizes que orientam os agentes durante a análise das solicitações e ampliou a checagem de postagens em redes sociais. “Os benefícios de imigração — como viver e trabalhar nos EUA — são um privilégio, não um direito. Eles não devem ser concedidos a quem despreza o país ou promove ideologias antiamericanas”, afirmou o porta-voz do USCIS, Matthew Tragesser. De acordo com as novas orientações, estrangeiros que apoiarem, promoverem ou endossarem grupos terroristas, ideologias antissemitas ou mensagens classificadas como “antiamericanas” poderão ter seus pedidos rejeitados. Na prática, publicações em redes sociais que expressem críticas ao país podem ser usadas como justificativa para a negativa. https://twitter.com/RapidResponse47/status/1957861773777764606?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1957861773777764606%7Ctwgr%5Ee3d1815de968f1f391ac48c0ade35b0536c92222%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-38428956423511882638.ampproject.net%2F2507172035000%2Fframe.html Cidadania por nascimento em debate A medida se soma a outras iniciativas recentes voltadas para restringir a imigração. Na semana passada, a Embaixada dos EUA no Brasil divulgou um vídeo alertando mulheres grávidas de que não é permitido viajar ao país com o objetivo exclusivo de dar à luz e, assim, garantir a cidadania americana ao bebê. “Viajar para os EUA com a intenção principal de ter um filho para que ele obtenha cidadania americana não é permitido. Se houver indícios dessa motivação, o pedido de visto será negado”, informou a embaixada. O tema tem ganhado força no debate político desde que a Suprema Corte, em junho, abriu caminho para a transformação em lei de uma proposta defendida por Donald Trump. O ex-presidente pretende proibir a concessão de cidadania a filhos de turistas nascidos em solo americano. Atualmente, a Constituição dos EUA garante, pela 14ª Emenda, que qualquer pessoa nascida no país tem direito automático à cidadania — inclusive filhos de estrangeiros em situação irregular. Esse princípio, conhecido como jus soli (“direito do solo”), é adotado em cerca de 30 países, em sua maioria nas Américas, como Canadá e México. Trump assinou no primeiro dia de seu governo, em 20 de janeiro, uma ordem executiva para restringir a cidadania por nascimento. Agora, com o apoio da Suprema Corte, a medida volta a ganhar força no cenário político norte-americano. Mundo Notícias