Azul encerrará operações em 13 cidades e 53 rotas cami, 12 de Agosto, 2025 A Azul Linhas Aéreas anunciou que vai encerrar operações em 13 cidades brasileiras e descontinuar 53 rotas consideradas de menor rentabilidade — com desempenho 17% abaixo da média da companhia. As mudanças integram um amplo plano de reestruturação, iniciado após a empresa entrar em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, no chamado Chapter 11. As alterações, divulgadas no início deste mês em uma apresentação institucional, indicam que a Azul vai concentrar suas operações em hubs — aeroportos que funcionam como pontos centrais para conexões e distribuição de voos. O documento não especifica quais cidades e rotas serão impactadas. Procurada pela reportagem, a companhia não respondeu até a publicação desta matéria, mas o espaço segue aberto para manifestações. Segundo a Azul, os cortes vão atingir mercados considerados não estratégicos ou que não estão ligados diretamente aos seus hubs, inclusive na malha internacional. A expectativa é que a medida ajude a reduzir custos jurídicos e operações irregulares, além de melhorar o desempenho financeiro. Na apresentação, a empresa explicou que a redução de capacidade permitirá priorizar rotas mais lucrativas, criando mais oportunidades para preços competitivos em períodos de alta demanda e diminuindo a necessidade de promoções, com foco especial na demanda de última hora. O processo de recuperação judicial nos EUA foi iniciado em maio de 2025 e deve ser concluído entre dezembro deste ano e fevereiro de 2026. A meta é eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas, captar US$ 1,6 bilhão em financiamentos e atrair até US$ 950 milhões em novos investimentos de capital ao final do Chapter 11. “A Azul está divulgando essas informações exclusivamente para cumprir obrigações contratuais sob acordos de confidencialidade no âmbito do processo de Chapter 11”, afirma o documento. Assim como a Azul, as outras duas maiores companhias aéreas do Brasil — Latam e Gol — também já recorreram ao Chapter 11. No exterior, empresas como Delta e American Airlines seguiram o mesmo caminho em períodos de crise. Foto de Capa: Fabio Motta/Estadão / Estadão Transportes