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O que atrai turistas ao Monte Rinjani, na Indonésia, onde brasileira aguarda resgate

O que atrai turistas ao Monte Rinjani, na Indonésia, onde brasileira aguarda resgate

cami, 24 de Junho, 202524 de Junho, 2025

O Monte Rinjani, localizado na paradisíaca ilha de Lombok, na Indonésia, é muito mais do que um vulcão ativo com quase 4 mil metros de altitude. Ele é um verdadeiro ímã para aventureiros do mundo todo. Recentemente, o local voltou a ganhar destaque internacional por conta de uma brasileira que aguarda resgate após um acidente durante a trilha. Mas afinal, o que atrai tantos turistas ao Monte Rinjani?

+Juliana Marins: o que sabemos até agora sobre o resgate da brasileira

Vizinho da famosa ilha de Bali, o Monte Rinjani, na Indonésia, voltou aos holofotes após o acidente envolvendo a brasileira Juliana Marins, que caiu de um penhasco durante uma trilha na região.

Na verdade, o Rinjani é um vulcão ativo e um dos principais destinos de trekking do país. Localizado na ilha de Lombok, ele dá nome ao Parque Nacional Gunung Rinjani, uma área protegida que atrai aventureiros do mundo todo em busca de natureza exuberante e desafios extremos.

Do topo, é possível ver o nascer do sol iluminando as ilhas vizinhas e o cristalino lago Segara Anak, que se formou na cratera da última grande erupção. A paisagem mistura florestas tropicais, águas termais, quedas d’água e formações rochosas de tirar o fôlego.

De acordo com uma publicação especializada em viagem, o destino é tão famoso entre quem pratica trekking que mais de 1.000 turistas tiveram que ser retirados do local durante os terremotos que atingiram a ilha em 2018. O vulcão permaneceu fechado para os visitantes durante vários meses seguintes.

“Poucos realmente fazem o esforço muito extenuante necessário para alcançar o cume propriamente dito, preferindo parar na borda da cratera (aproximadamente 2.700 m), onde as vistas do lago da cratera são de tirar o fôlego”, diz o site do parque nacional.

“Fazer o esforço extra de subir mais 1.000 m até o topo exige um nível consideravelmente maior de preparo físico, sem falar na força de espírito e no senso de aventura”, completa.

Table of Contents

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  • Trilha desafiadora que atrai mochileiros e aventureiros
  • Acesso relativamente fácil a partir de Bali
  • Perigos e desafios da trilha – e o caso da brasileira desaparecida
  • Regras e os desafios de fazer a trilha

Trilha desafiadora que atrai mochileiros e aventureiros

Os trekkings de 2 a 4 dias até o cume são um verdadeiro teste de resistência física e emocional. Muitos turistas buscam essa trilha como uma jornada de superação pessoal. A rota não é indicada para iniciantes: o percurso é íngreme, as temperaturas mudam drasticamente e o terreno exige preparo. No entanto, quem chega ao topo relata uma das experiências mais transformadoras da vida.

Acesso relativamente fácil a partir de Bali

Apesar de remoto, o Monte Rinjani é relativamente fácil de acessar para quem visita Bali. Em poucas horas de barco ou avião, os turistas chegam à ilha de Lombok. De lá, podem seguir até as vilas de Sembalun ou Senaru, principais pontos de partida para as trilhas. Isso faz com que muitos viajantes que visitam Bali incluam o Rinjani em seus roteiros pela Indonésia.

Perigos e desafios da trilha – e o caso da brasileira desaparecida

Apesar da beleza, o Monte Rinjani é um destino repleto de riscos. As trilhas são longas, o clima muda rapidamente e o terreno é acidentado. Foi nesse cenário que uma brasileira se acidentou recentemente e segue aguardando resgate. O caso acendeu um alerta para o perigo de trilhas sem o acompanhamento adequado ou sem preparo físico e emocional.

Os resgates em regiões remotas como essa são complexos e exigem apoio de guias locais, helicópteros e equipes especializadas. É essencial que turistas contratem agências autorizadas e sigam todas as recomendações de segurança.

Regras e os desafios de fazer a trilha

Não é permitido fazer trilhas no local entre janeiro e março, época de chuvas. A temporada seca, entre abril e novembro, é considerada ideal para a visita.

Também não se pode encarar o trekking no vulcão por conta própria, alerta o Lonely Planet. A publicação diz ainda que o site oficial do parque tem bons mapas e informações, “além de uma seção útil com relatos sobre agências de trekking duvidosas”.

Ou seja, o recomendado é que você suba o monte com uma agência e equipe especializados nesse tipo de aventura.

A entrada no parque custa cerca de US$ 12 (cerca de R$ 65) por dia, e todo o pacote sai por aproximadamente US$ 170 (R$ 930) por pessoa, no trajeto mais curto, de dois dias, segundo o Lonely Planet.

Ao final, o desafio inclui pedras soltas, solo pouco firme e subidas bastante íngremes. As temperaturas no cume podem ser muito baixas, chegando perto de 0ºC.

O parque nacional recomenda o uso de casacos à prova de vento e impermeáveis, de headlamp (um tipo de lanterna presa à cabeça com uma faixa) e diz botas de trekking/escalada são um “extra”, mas “não são necessárias”. E, para quem se dirige ao cume do Rinjani, a orientação é usar bastões de trekking, por causa das pedras soltas.

O Monte Rinjani é um dos destinos mais impressionantes da Indonésia. Sua beleza selvagem e o desafio físico fazem dele um sonho para aventureiros. Mas a recente notícia da brasileira que aguarda resgate nos lembra da importância de planejar bem, estar fisicamente preparado e nunca subestimar a força da natureza.

Seja para contemplar o nascer do sol do topo de um vulcão, vivenciar a cultura local ou apenas testar seus próprios limites, o Monte Rinjani continua sendo um dos lugares mais místicos e desafiadores da Ásia — mas deve ser explorado com respeito e responsabilidade.

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Cami Santos
Cami Santos

Estudante de turismo, mãe, mulher preta periférica, suburbana e apaixonada por viagens e carnaval. Tornei minha obsessão sobre o samba e o Rio de Janeiro meus objetos de estudo e criei esse blog para compartilhar minhas descobertas.

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