Juliana Marins: o que sabemos até agora sobre o resgate da brasileira cami, 24 de Junho, 202524 de Junho, 2025 A turista brasileira Juliana Marins, de 24 anos, natural de Niterói (RJ), permanece desaparecida desde a última sexta-feira (20), após cair cerca de 300–500 m de um penhasco enquanto escalava o vulcão ativo Monte Rinjani, considerado o segundo mais alto da Indonésia, com aproximadamente 3.700 m de altitude. Passadas mais de 72 horas desde a queda, a situação de Juliana é classificada como crítica pela sua família. Entenda o caso – Juliana tropeçou enquanto fazia a trilha – que tem percurso de areia e pedra – escorregou e caiu a uma distância de cerca de 300 metros da trilha. Após a queda, ela conseguia apenas mover os braços e olhar para cima. Desde fevereiro, Juliana fazia um mochilão pela Ásia, tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia. Segundo a família, ela está “escorregando” montanha abaixo e desamparada há mais de 72 horas. O perfil oficial do Parque Nacional do Monte Rinjani informou, nessa segunda-feira (23), que socorristas avistaram a brasileira a aproximadamente 500 metros penhasco abaixo, imóvel, com o auxílio de um drone. Mas a família continua afirmando que Juliana está “escorregando” cada vez mais. Segundo a família, uma furadeira e um helicóptero podem ser usados na operação. “Temos a confirmação de que o resgate da Juliana foi retomado às 6h (locais)! Uma furadeira está posicionada para subir a montanha e compor o plano B das ações de resgate. Estão testando a hipótese de usar um helicóptero para o resgate. Previsão entre as 11h e 12h do horário local”, escreveu a família. Já segundo Lara, amiga de Juliana que está na Indonésia, a jovem foi encontrada a uma distância de cerca de 950 metros da trilha original. Lara está em contato com a equipe de resgate. Juliana chegou a ficar mais de 24 horas desaparecida no desfiladeiro. Esse já é o 4º dia de operação de resgate. Mais cedo, a irmã da publicitária, Mariana Marins, publicou um vídeo falando da expectativa da retomada do resgate. O vídeo foi postado em um horário equivalente a quase 6h da manhã de terça na Indonésia – são 11 horas de diferença no fuso horário. “Tá chegando a noite, a nossa expectativa aumenta, o resgate vai ser retomado. A gente está na expectativa de ver a Juliana novamente, viva e bem aqui com a gente”, afirmou Mariana. “Quero agradecer toda energia positiva, todo carinho que vocês têm enviado. Tenho certeza que ela está sentindo isso lá agora e isso está mantendo ela viva. Eu sinto isso. A gente não tem confirmação do estado, mas tenho certeza que isso tá fazendo muita diferença. Vamos trazer a Juliana pra casa”, escreveu ela. Table of Contents Toggle Buscas retomadasDesafios do terreno: Buscas retomadas As buscas por Juliana Marins foram retomadas às 6h da manhã local de terça-feira (24), após terem sido interrompidas diversas vezes devido a condições climáticas adversas. A região do vulcão Rinjani é de difícil acesso, com terreno íngreme, muita neblina que reduz a visibilidade e pedras escorregadias devido ao sereno, dificultando as operações de resgate. Informações iniciais de que uma equipe de resgate havia localizado Juliana e entregue suprimentos foram desmentidas pela irmã, Mariana Marins. Vídeos que supostamente mostravam o resgate chegando até ela foram classificados como “forjados” pela família. Desafios do terreno: Solo instável: camadas de terra movediças dificultam a fixação de cordas e uso de equipamentos convencionais . Visibilidade precária: nevoeiro frequentíssimo na região atrasa o avanço . Difícil acesso: a encosta íngreme expõe equipes a risco, limitando aproximação por terra, mesmo com apoio aéreo . As autoridades locais investigam o uso de guinchos com longo alcance, além de manter as tentativas com equipes verticais e drones. A esperança recai no apoio brasileiro e em condições meteorológicas melhores. Notícias