Eduardo Paes critica RioCard e empresas de ônibus e recebe uma chuva de críticas no Instagram

O prefeito do Rio de JaneiroEduardo Paes (PSD), voltou a criticar publicamente a RioCard e as empresas de ônibus da cidade nesta segunda-feira (31), em seu perfil no Instagram. Em publicação nas redes sociais, Paes aparece com uma revista da Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio) e questiona o conteúdo, que, segundo ele, promove o atual sistema de bilhetagem eletrônica, o RioCard.

“Recebi agora essa revista da ‘Semove’, o novo nome da velha conhecida ‘Rio Ônibus/Fetranspor’! Vejam o destaque na primeira página: eles fazem publicidade do RioCard. Quando é que as pessoas vão entender que é exatamente essa a mudança necessária que queremos com o sistema ‘Jaé’?”, escreveu o prefeito.

O sistema Jaé, de bilhetagem eletrônica municipal, será o único aceito nos transportes públicos do Rio a partir de 1º de julho, marcando uma ruptura com o modelo operado pelas empresas.

+Leia também: RioCard vai acabar? Entenda sobre o Jaé, novo cartão de passagem do RJ

“As empresas de ônibus não podem ser donas do sistema que define quem e quanto se recebe de subsídio do poder público. Muito menos podem ser detentoras das informações essenciais para planejar o nosso sistema de transporte. Nossa luta é para que a raposa deixe de cuidar do galinheiro. Precisa desenhar?”

Após fazer essa publicação em seu perfil, o Prefeito recebeu uma chuva de críticas nos comentários da postagem, de usuários insatisfeitos com a utilização do Jaé.

Uma das maiores críticas ao novo sistema de bilhetagem eletrônica é o fato dele não fazer integração com outros modais, como o metrô e trem. Além da dificuldade de conseguir suporte para resolver problemas com o Jaé. Além disso, outra reclamação recorrente, é o mau funcionamento do cartão, o que dificuldade na hora de pagar a passagem.

Em janeiro, Paes já havia classificado a RioCard como “a raposa tomando conta do galinheiro” e chamou a antiga Fetranspor de “máfia”, alegando que o município investe bilhões de reais no setor, mas não tem acesso a dados fundamentais sobre o uso dos transportes.

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